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Serra do Espinhaço – Julho 2016Julho de 2016

 

Por Tom Alves

Cerca de um mês após a nossa primeira expedição pela Cordilheira do Espinhaço, estávamos mais uma vez, eu e Nataja, recebendo outra turma. Mais 10 fotógrafos, ávidos por captar as belezas do sertão mineiro. Mais uma vez, gente de todo canto, e o mais importante: todos na sintonia da fotografia, na expectativa e busca pela melhor luz, melhores ângulos.

Resolvemos abrir esta turma, que na verdade nem era inicialmente programada, pois percebemos bastante interesse pelo roteiro. Teve gente ficando de fora da viagem de junho, seja por falta de vagas, seja até mesmo por sua natureza mais “aventureira”. Em junho fizemos algumas trilhas mais pesadas, pois realmente era parte do nosso objetivo aliar trekking com fotografia. Mas é sempre bom poder ser democrático. Assim, para esta segunda expedição, preparamos diversas modificações no roteiro, para que a acessibilidade fosse maior e não houvesse quaisquer restrições por nível de dificuldade.

Turma preparada para a luz mágica

Turma preparada para a luz mágica

Nos três primeiros dias, permanecemos pela Serra do Cipó. Passamos pelo Complexo Véu de Noiva, Cachoeira do Pedrão, Serra Morena, mirantes, pinturas rupestres e outras maravilhas. Foi muito interessante retornar a alguns lugares e perceber como o cerrado continuamente vai se modificando. Se em junho os monjolos estavam começando a amarelar suas folhas, agora o amarelo domina completamente suas copas. E há muito mais folhas secas pelo chão. É o inverno, no auge de sua intensidade. Apesar da secura, tudo está muito bonito. Em um mês, os ipês amarelos e as sucupiras floresceram, enfeitando a serra. Antes, uma ou outra árvore florida.  Mas nos meses de julho e agosto, a paisagem ganhara outras cores. Caliandras explodindo em beleza, lavoisieras roxinhas, inundando os campos rupestres, vellozias começando a florir. Cada estação com seus encantos, suas particularidades, às vezes bem efêmeras. É preciso estar atento, voltar muitas vezes, pois cada saída fotográfica é diferente da outra. Esta, pra mim, é uma das mais sedutoras características da fotografia de natureza.

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Pau Monjolo, árvore típica do Cerrado.

Do Cipó fomos para Diamantina, mas antes parando para fotografar o Cânion do Funil. Que espetáculo de lugar, ainda bem pouco conhecido pelo público de modo geral.

Depois, Diamantina, Parque Estadual do Biribiri, Gruta do Salitre, Capivari, Serro. Foram muitas locações especiais.  E tudo na companhia de um grupo super unido, alegre e festivo. No fim, além das imagens que captamos, voltar pra casa colecionando novas amizades é o grande barato destas expedições. Até mais, pessoal, foi um grande prazer acompanhá-los pelo Espinhaço. Nos vemos !!!

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Parque Estadual do Pico do Itambé

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Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

Bastidores da expedição

Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

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