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Serra do Espinhaço – Junho 2016Junho de 2016

Serra das Bichas e Pico do Itambé

Serra das Bichas e Pico do Itambé

 

Por Tom Alves

Enfim, é chegada a data de nossa primeira expedição de 2106 na Serra do Espinhaço. E com ela, também o início do inverno, uma estação especialmente bela para se fotografar o cerrado mineiro. Beneficiados pela típica luz mais suave desta época do ano, vivenciamos uma semana de pura imersão fotográfica. A turma, guerreira, fez bonito. Levantamos praticamente todos os dias antes mesmo do nascer do sol, nos colocamos a postos, ansiosos, em cada um dos entardeceres… fotografamos como nunca. E em retribuição a tal dedicação e planejamento, a natureza se mostrou sem disfarces, com todas as suas dádivas e encantamentos.

 

Nos três primeiros dias, ficamos na Serra do Cipó. Primeiro, visitamos o complexo da Cachoeira Grande, num fim de tarde sem nuvens, que pintou de dourado a queda d’água, o que rendeu belas fotos. No dia seguinte, percorremos uma das mais belas trilhas da região, em minha opinião. Caminhamos todo o tempo por campos rupestres, a vegetação típica das partes altas do Cipó. Lá o grau de endemismo (ocorrência de espécies exclusivas de uma região) é incrivelmente alto, considerado por muitos pesquisadores, dos maiores do planeta! O paisagista Burle Marx, não a toa, já dizia que a Serra  do Cipó era o jardim do mundo. Grande parte disto se deve aos campos rupestres, com seus mini jardins floridos, entre rochas, bromélias, sempre-vivas, velózias e orquídeas.

 

 

Daí, fomos à porção norte do Cipó, para visitarmos a maior cascata de Minas Gerais, a majestosa Cachoeira do Tabuleiro. Nossa tentativa de avistá-la de cima, por uma trilha na parte alta da serra foi, infelizmente, frustrada. Durante grande parte do dia uma densa e monótona neblina dominava a paisagem, onde mal conseguíamos ver dois metros diante do nariz. Decidimos abortar esta tentativa e tiramos o dia para fotografar a cidade histórica Conceição do Mato Dentro. No dia seguinte ainda estaríamos pela região, para fotografar o Tabuleiro, porém, pela parte de baixo de sua queda. E São Pedro nos foi muito generoso. Num dia lindo, definitivamente nos deleitamos e veneramos a magnífica queda d’água. Apesar de seu acesso não ser dos mais fáceis, através de desníveis acentuados e caminhada por longo tempo no leito rochoso do Ribeirão do Campo, todos os esforços foram recompensados. É muito gratificante ver a cara de satisfação das pessoas, quando se deparam com tanta beleza. Acho que este dia, na expedição, foi o mais especial para boa parte das pessoas.

 

 

Ainda passamos mais uma vez por Conceição do Mato Dentro, para fotografar o nascer do sol visto do Salão de Pedras, o mais belo ponto para se observar a cidade, submersa nas brumas do amanhecer.

 

 

Daí, seguimos o Caminho dos Diamantes, pela cênica Estrada Real, passando por Serro, Capivari, Parque Estadual do Rio Preto e Diamantina. Fotografamos de tudo: cachoeiras, rios, vilarejos e seus sertanejos, barroco, montanhas, cerrado… os dias foram todos muito bonitos. Claros, ensolarados, realmente vivemos momentos únicos nesta viagem inteira.

 

 

E para fechar com chave de ouro, em nossa noite de despedida ainda assistimos a famosa Vesperata de Diamantina. Melhor maneira para concluir esta intensa semana não poderia haver. Mais uma viagem que deixará muitas saudades. Foi muito bom dividir estes dias com turma tão animada e fascinada pela fotografia de natureza! Valeu galera, nos vemos por aí, qualquer hora destas!

Vesperata em Diamantina

Vesperata em Diamantina

 

 

 

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Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

Bastidores da expedição

Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

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