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Expedição Mundo Maia – GuatemalaJaneiro de 2017

Por Tom Alves

De minhas viagens pela incrível América Central, dois países marcaram-me profundamente: Cuba e Guatemala. Numa síntese de poucas palavras, o primeiro, por sua tamanha beleza em pureza e calor humano. E a Guatemala, pelas cores e seu legado Maia.

Portanto, conduzir um grupo de fotógrafos por estes lugares é uma sensação pra lá de prazerosa. Uma dádiva poder aliar trabalho e felicidade, compartilhando um pouco destes tesouros que vamos encontrando nas travessias da vida, nas descobertas que somente espíritos aventureiros são capazes de se deixar levar.
Assim começa nossa trajetória no coração do Mundo Maia, a Guatemala. O grupo, além de mim e da Nataja, 10 pessoas vindas de variadas partes do Brasil. Uma turma heterogênea, gente com equipamento profissional e que já fotografa há bastante tempo, gente com câmera compacta e até mesmo havia quem usasse apenas um smartphone. Mas numa coisa éramos ali iguais. Na imediata sintonia, que tornou este mais um grupo especial, leve e descontraído, do início ao fim.

A Viagem em si:

Dividimos esta expedição em três partes: Norte da Guatemala, onde passamos três dias na selva, visitando os sítios arqueológicos Tikal e Yaxhá, depois a região de Antígua e por fim, nas terras altas, o Lago Atitlán.

O Parque Nacional Tikal foi nosso primeiro destino. Da capital do país, tomamos um voo de pouco mais de uma hora até a Ilha de Flores, nosso ponto de partida, na manhã seguinte, para a maior e mais importante cidade Maia de todos os tempos. Tikal, em seus tempos áureos, chegou a possuir mais de 100 mil habitantes. Repleto de templos, palácios e outras edificações, o sítio arqueológico continua a me surpreender, pois há sempre algo de novo, a ser explorado fotograficamente. Como o despertar da densa floresta, que registramos estrategicamente posicionados, do alto do Templo IV. Lá, antes mesmo das primeiras luzes cessarem a escuridão, somos hipnotizados pelos sons da natureza, como os uivos tão estrondosos dos macacos bugios e os cantos dos pássaros. Outro ponto muito positivo, foi termos dormido em hotel localizado dentro do Parque Nacional. Além da imersão total, pudemos aproveitar não só os amanheceres, quanto também fotografar o início da noite em plena Acrópoles Central, o coração de Tikal.

Dedicamos também, dois dias inteiros para fotografar a mais bela e charmosa cidade do país, Antigua. Sem pressa e com olhos atentos aos detalhes, caminhamos por suas ruas históricas, herança do magnífico barroco espanhol. Visitamos museus, ruínas, mercados de artesanatos e feiras de rua. Andamos de Tuk-tuk, houve até quem se aventurasse à um passeio de “Chicken Bus”, os famosos coletivos – estilo ônibus escolar norte americano. Como eu disse, no início deste texto, a Guatemala me magnetizou pelo colorido de sua gente, um delírio para qualquer fotógrafo de viagens.

Por fim, nossos últimos dias de expedição foram ao redor do Atitlán, considerado um dos lagos mais cênicos do mundo. Além de toda a beleza das paisagens, tomamos contato mais próximo com a imensa riqueza cultural indígena deste país, como em nossa visita ao vilarejo de Santiago de Atitlán, um dos locais mais autênticos e culturalmente preservados da Guatemala. Lá, até hoje, toda a população veste trajes típicos, pratica os variados dialetos locais, além de ainda cultuarem suas divindades Maias.

Assim foram nossos 8 dias em solo Guatemalteco. Uma imersão imagética e cultural no coração do Mundo Maia. Acho que nós todos, voltando para nossas casas, já presenciávamos uma saudade daquilo que nem havia terminado.

Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

Bastidores da expedição

Fotos: Tom Alves. Todos os direitos reservados.

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